
A população brasileira está receosa com o avanço do vírus H1N1 em muitos estados, a chamada Gripe Suína gera muitas dúvidas, pois é uma doença nova e com rápida transmissão. Veja as principais questões levantadas sobre o caso.
1 - O que é influenza A (H1N1)?
É uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1). Este novo subtipo do vírus influenza é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
2 - Como ocorre a transmissão?
Existe a transmissão direta, de pessoa a pessoa, por meio de gotículas de saliva, expelidas ao falar, ao tossir e espirrar. E há a transmissão indireta, por meio das secreções de pessoas doentes. Nesses casos, a mão é o principal veículo transmissor do vírus, ao favorecer a introdução de partículas virais diretamente na boca, olhos e nariz. Por isso deve-se sempre manter as mãos limpas.
3 - Quais os sintomas da influenza H1N1?
A pessoa apresenta febre acima de 38ºC, tosse e dificuldade respiratória, acompanhada ou não de dor de garganta, ou de manifestações gastrointestinais, dor de cabeça, dores musculares, nas articulações e tosse. A febre é um dos sintomas mais recorrentes, presente em 92% dos casos. No surgimento de qualquer sintoma, recomenda-se procurar o médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima.
4 - Como saber que os sintomas estão se agravando?
Um detalhe importante a ser observado é quando a febre passa e depois volta de forma repentina, após alguns dias. Nas crianças, deve-se observar se os lábios estão arroxeados, se as asas do nariz estão batendo e se a musculatura das costas está com movimentos intensos. Essas reações devem estar relacionadas aos sintomas comuns, como febre repentina (acima 38º), dor de cabeça, dificuldade respiratória, dores musculares e nas articulações, e coriza. Os casos graves ou de pessoas que façam parte do grupo de risco são tratados em hospital.
5 - Como o vírus provoca a morte de uma pessoa? Todas as pessoas contaminadas morrem?
O vírus afeta órgãos vitais, como o pulmão, provocando dificuldades respiratórias severas, que, se não tratadas adequadamente, podem ocasionar a morte. Nem todos os contaminados morrem. A situação epidemiológica atual, no Brasil e no mundo, caracteriza-se por uma pandemia com predominância de casos clinicamente leves e com baixo índice de mortes.
6 - Quais as formas de prevenção?
Deve-se a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool gel a 71%. É importante lembrar de retirar os acessórios (anéis, pulseiras, relógio), uma vez que estes objetos acumulam microrganismos não removidos com a lavagem das mãos. Evite encostar-se na pia; enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete; evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira; seque mãos e punhos com papel-toalha descartável; no caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel-toalha para fechá-la. Use lenço descartável para higiene nasal e ao tossir ou espirrar cubra nariz e boca. Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Evite, também, aglomerações e não divida objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos.
7 - Quem faz parte do grupo de risco?
Até o momento estão definidos como grupos de maior risco:
- a população indígena aldeada;
- as gestantes;
- pessoas portadoras de doenças crônicas;
- crianças maiores de seis meses até os dois anos de idade e
- a população de 20 a 39 anos.
8 - Qual vacina será utilizada contra o vírus influenza pandêmica (H1N1)? A vacina é segura?
O Ministério da Saúde adquiriu as doses de três laboratórios: Glaxo Smith Kline (GSK), SANOFI Pasteur (em parceria como Instituto Butantan) e Novartis. O índice de efetividade é de 95% e vai ser utilizada apenas nas pessoas que ainda não contraíram o vírus. O tratamento dos contaminados pelo vírus é feito com medicação. No Brasil, a vacina será utilizada apenas na forma injetável, por via intramuscular. Nessa etapa a vacinação será apenas para as pessoas incluídas no grupo de risco. Mulheres amamentando também se vacinar.
9 - Quem já tomou a vacina pode tomar novamente? Existe algum tipo de reação provocada pela vacina?
Não há necessidade de tomar a vacina duas vezes. Porém esta vacina só tem efeito contra o vírus H1N1, caso o vírus sofra uma mutação, a pessoa tem que tomar uma vacina diferente, que vai ser especifica ao novo vírus mutante. Os riscos de tomar a vacina duas vezes podem ser sérios, há possibilidade de várias reações adversas podendo levar até a morte. Já a aplicação de apenas uma dose da vacina pode, as vezes, ocasionar apenas reações leves que desaparecem após 24h.
10 - Por que não haverá vacinação de toda população?
Por que não há disponibilidade do produto em escala mundial em quantidade suficiente para atender a toda a população do Brasil. E há, também, a limitação da capacidade de produção por parte dos laboratórios produtores, para entrega em tempo oportuno. Os objetivos primordiais para esta vacinação são proteger os trabalhadores de saúde, de modo a manter o funcionamento dos serviços de saúde envolvidos na resposta à pandemia, e para alguns grupos selecionados reduzir o risco associado à pandemia de influenza de desenvolver doença grave e morrer.
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